Parte I – Sobre proponente e co-proponente

  • Proponente

    Nome: Fabiani Borges

    Estado: Bahia

    Região: Nordeste

    Setor: Empresarial

  • Co-proponente

    Nome: Daniel Gomes de Almeida Filho

    Estado: Distrito Federal

    Região: Centro-Oeste

    Setor: Governamental

Parte II - Sobre o Workshop

  • Resumo do workshop

    Este workshop debaterá a proteção das infraestruturas críticas digitais do Brasil, como Data Centers, redes de telecomunicações e energia, frente a ameaças cibernéticas, dependência tecnológica e questões de sustentabilidade e território. Serão analisados os desafios à soberania digital e as estratégias multissetoriais para fortalecer a resiliência nacional, garantindo a continuidade, sustentabilidade e segurança dos serviços essenciais para a sociedade.

    OBJETIVOS E CONTEÚDOS DO WORKSHOP

    O objetivo central do workshop é analisar as vulnerabilidades das infraestruturas críticas digitais do Brasil e propor estratégias para fortalecer a resiliência e a soberania nacional. O debate iniciará com um diagnóstico da infraestrutura física atual, incluindo data centers, cabos submarinos e rede de fibra óptica e conectando com suas questões de viabilidade, sustentabilidade e privacidade, mapeando suas interdependências e principais fragilidades a ataques cibernéticos. Aprofundaremos o conceito de soberania digital, discutindo os impactos da dependência de tecnologias e plataformas estrangeiras – como a concentração de mercado em nuvem e equipamentos de rede – para a segurança e autonomia decisória do país. A partir deste cenário, o painel fomentará um diálogo multissetorial para identificar políticas públicas e marcos regulatórios que incentivem o desenvolvimento tecnológico nacional e a adoção de padrões de segurança robustos, além de fomentar a discussão acerca do panorâma atual de internet e sustentabilidade. Por fim, o debate culminará na proposição de estratégias colaborativas concretas entre governo, setor privado, academia e sociedade civil. Serão discutidas ações como o fortalecimento da indústria local de tecnologia, a criação de centros de resposta a incidentes de segurança, a formação de capital humano especializado e a cooperação estratégica, visando garantir a continuidade, a segurança e a sustentabilidade dos serviços essenciais para a população.

    RELEVÂNCIA DO TEMA PARA A GOVERNANÇA DA INTERNET

    A discussão sobre infraestruturas críticas e soberania digital é central para a governança da Internet no Brasil, pois toca diretamente na estabilidade, segurança e funcionalidade da rede, princípios basilares do CGI.br. Nesse sentido, a crescente digitalização dos serviços essenciais torna o país vulnerável a incidentes que podem gerar crises de grande escala, afetando desde o fornecimento de energia até a estabilidade do sistema financeiro e a confiança nos processos democráticos. Somado a isso, a sustentabilidade dos sistemas de processamento de dados é um importante tópico a ser debatido. Por isso, debater estratégias para mitigar a dependência de tecnologias estrangeiras e fortalecer a capacidade nacional de resposta a ameaças cibernéticas e estruturais é fundamental para garantir um ambiente legal e regulatório que promova a inovação e a proteção dos direitos dos cidadãos, como a privacidade. Este workshop é relevante por conectar a dimensão técnica da infraestrutura com as dimensões política, econômica e física da soberania, promovendo um debate multissetorial indispensável para a construção de uma Internet mais segura, resiliente e alinhada aos interesses do Brasil.

    FORMA DE ADEQUAÇÃO DA METODOLOGIA MULTISSETORIAL PROPOSTA

    A metodologia será centrada em um "debate de dilemas", para extrair e confrontar as visões de cada setor. O workshop não será uma sequência de apresentações, mas sim uma resposta colaborativa a 2 ou 3 dilemas apresentados pelo moderador (ex: Devemos restringir tecnologias estrangeiras para fomentar a indústria nacional?). Para cada dilema apresentado haverá a oportunidade de ser feito um posicionamento setorial (10 min), em que cada palestrante apresentará a sua perspectiva inicial. Após isso, haverá a oportunidade de uma réplica cruzada (15 min) em que moderador direcionará as tensões, pedindo que um setor responda diretamente aos pontos levantados por outro. Ex: Representante do setor privado, como sua proposta de agilidade dialoga com a necessidade de controle regulatório apontada pelo representante do governo? Essa estrutura força a interação e transforma o debate em uma negociação de perspectivas, evidenciando pontos essenciais para a construção de soluções multissetoriais.

    FORMAS DE ENGAJAMENTO DA AUDIÊNCIA PRESENCIAL E REMOTA

    Para fomentar a audiência e a participação, haverá uma dinâmica interativa no início: os participantes responderão uma pesquisa para escrever anonimamente o que consideram o "maior desafio" ou a "solução mais urgente" para o tema. O link será compartilhado via QR code (presencial) e no chat do YouTube (remoto). As palavras serão expostas em slide e utilizadas pelo moderador para formular perguntas e guiar o debate, garantindo uma participação mais ampla e direta, bem como para o entendimento da mesa acerca do conhecimento do público. Para isso, plataformas como o Mentimeter serão utilizadas. Além disso, haverá a rodada de perguntas finais para garantir o respeito a modalidade de fórum, bem como uma discussão rica e justa para os diferentes setores e regiões.

    RESULTADOS PRETENDIDOS

    Espera-se, ao final do workshop, consolidar um conjunto de recomendações e diretrizes que possam subsidiar a formulação de políticas públicas voltadas à proteção das infraestruturas críticas e ao fomento da soberania digital no Brasil. Pretende-se também produzir um relatório síntese do debate, a ser enviado ao CGI.br e disponibilizado publicamente, contendo os principais desafios e estratégias levantados. Por fim, a conscientização e o fortalecimento da rede de especialistas e organizações interessadas no tema, estimulando futuras colaborações e iniciativas conjuntas para aumentar a resiliência digital do país.

    RELAÇÃO COM OS PRÍNCIPIOS DO DECÁLOGO

    Funcionalidade, segurança e estabilidade

    TEMAS DO WORKSHOP

    ISCI – Internet e o Desenvolvimento Sustentável | PRIS – Cibersegurança e boas práticas | QJUR - Soberania de dados e soberania digital

    ASPECTOS DE DIVERSIDADE RELEVANTE

    Gênero | Região | Grupos marginalizados

    COMO A PROPOSTA INTEGRARÁ OS ASPECTOS DE DIVERSIDADE

    A proposta integrará a diversidade regional ao debater como as estratégias de resiliência podem reduzir, em vez de ampliar, as desigualdades de infraestrutura digital existentes no Brasil, considerando os diferentes contextos e problemáticas das suas regiões. O painel também abordará como falhas em serviços essenciais afetam desproporcionalmente grupos marginalizados, garantindo que a discussão sobre segurança nacional inclua uma perspectiva de justiça social. Adicionalmente, a composição do painel buscará ativamente a diversidade de gênero (equilibrado entre homens e mulheres) e a representatividade de diferentes regiões do país (com palestrantes do Nordeste, Centro-Oeste, Sul), enriquecendo o debate com uma pluralidade de experiências e pontos de vista que reflitam a diversidade brasileira.