Parte I – Sobre proponente e co-proponente

  • Proponente

    Nome: Thallita Gabriele Lopes Lima

    Estado: Rio de Janeiro

    Região: Sudeste

    Setor: Terceiro Setor

  • Co-proponente

    Nome: Regiane Silva Kawasaki Francês

    Estado: Pará

    Região: Norte

    Setor: Comunidade Científica e Tecnológica

Parte II - Sobre o Workshop

  • Resumo do workshop

    A cibersegurança não se resume a técnicas ou infraestruturas: ela se tece em múltiplas escalas, do cotidiano de comunidades digitais às políticas nacionais e à cooperação internacional. Este painel reunirá vozes diversas: governo, empresas, sociedade civil e academia, para debater como iniciativas inclusivas e a Estratégia Nacional de Cibersegurança (CNCiber) podem dialogar, ampliando confiança, diversidade e participação na governança digital do Brasil.

    OBJETIVOS E CONTEÚDOS DO WORKSHOP

    O painel parte do enquadramento da cibersegurança como infraestrutura de confiança. Mais do que protocolos técnicos, trata-se de uma condição para sustentar direitos, participação social e resiliência digital em uma sociedade altamente conectada. Essa infraestrutura é tecida em múltiplas escalas, das práticas comunitárias às diretrizes nacionais e compromissos internacionais, e depende de diálogo constante entre setores e territórios. O Brasil possui avanços importantes, em especial a Estratégia Nacional de Cibersegurança (E-Ciber/CNCiber), que estabelece princípios, objetivos e linhas de ação para a proteção digital. Contudo, o desafio central é transformar esse marco em práticas efetivas, compreensíveis e distribuídas pelo território nacional, evitando que a cibersegurança seja percebida apenas como tema técnico ou de defesa. Neste sentido, o painel discutirá três dimensões. A primeira é a das políticas e da governança, examinando como a CNCiber se conecta a outros marcos normativos, como a LGPD, o Marco Civil da Internet, a Estratégia Brasileira de IA e o PL 2338/2023, e como pode ser implementada de forma integrada e inclusiva. A segunda é a da popularização da cibersegurança, explorando iniciativas que transformam a segurança digital em conhecimento acessível, seja por meio da educação cidadã, da literacia digital ou de programas de capacitação que alcancem crianças, mulheres, jovens e populações periféricas. A terceira é a das infraestruturas de segurança, refletindo sobre como fortalecer desde arranjos locais e comunitários de proteção até a resiliência das infraestruturas críticas nacionais, em diálogo com as iniciativas globais. Ao articular experiências de diferentes regiões e setores, o painel propõe pensar coletivamente estratégias normativas e práticas que teçam a cibersegurança como infraestrutura de confiança: social, escalável e situada na realidade brasileira.

    RELEVÂNCIA DO TEMA PARA A GOVERNANÇA DA INTERNET

    A cibersegurança é um dos pilares da governança da internet, pois garante a confiança necessária para que cidadãos, instituições e empresas atuem em ambientes digitais. No Brasil, a CNCiber marcou um avanço ao definir princípios, objetivos e linhas de ação para a proteção digital. Entre suas metas estão o fortalecimento de infraestruturas críticas, a coordenação de respostas a incidentes, a capacitação de profissionais e a promoção da cooperação internacional. O desafio atual é transformar essas diretrizes em políticas efetivas, conectadas às diferentes realidades regionais e sociais do país. Nesse contexto, a cibersegurança deve ser entendida como infraestrutura de confiança, capaz de sustentar desde práticas cotidianas de navegação segura até a resiliência de sistemas estratégicos. Isso exige popularizar estratégias de proteção, por meio de alfabetização digital, formação cidadã e programas de capacitação que incluam mulheres, jovens e populações periféricas. Ao democratizar o acesso ao conhecimento, amplia-se a capacidade da sociedade de participar ativamente da agenda de segurança digital. O painel também propõe articular a CNCiber com outros marcos relevantes, como a LGPD, o Marco Civil da Internet, a Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial e o PL 2338/2023, discutindo sua implementação de forma integrada e inclusiva. A abordagem considera diferentes escalas: comunitária, ao fortalecer iniciativas locais de proteção; nacional, ao consolidar coerência regulatória e infraestruturas críticas; e internacional, ao posicionar o Brasil nos debates globais de cibersegurança e direitos digitais. Essa perspectiva contribui diretamente para os Princípios para a Governança da Internet no Brasil, reforçando diversidade, inclusão, universalidade e governança multissetorial como fundamentos de uma agenda de cibersegurança que seja confiável, democrática e enraizada na realidade brasileira.

    FORMA DE ADEQUAÇÃO DA METODOLOGIA MULTISSETORIAL PROPOSTA

    O painel terá 90 minutos e será dividido em três etapas. Nos primeiros 30 minutos, representantes de governo, empresas, sociedade civil e academia farão falas curtas e equilibradas, apresentando visões situadas sobre a cibersegurança como infraestrutura de confiança: dos desafios de implementação de estratégias nacionais e proteção de infraestruturas críticas às iniciativas comunitárias de popularização e análises acadêmicas sobre marcos normativos. Na etapa seguinte, com 25 a 30 minutos, o moderador conduzirá um diálogo cruzado, destacando convergências e tensões entre os setores, enquanto a audiência — presencial e remota — participa por meio de perguntas e enquetes digitais em tempo real. Os últimos 30 minutos serão dedicados à construção coletiva de caminhos, em que painelistas e público elaborarão uma síntese integrada das discussões, refletindo sobre como tornar a cibersegurança mais próxima da vida social, acessível em diferentes contextos e escalável em políticas e práticas. A

    FORMAS DE ENGAJAMENTO DA AUDIÊNCIA PRESENCIAL E REMOTA

    A audiência será integrada desde o início por meio de um QR code que dará acesso a uma plataforma colaborativa, permitindo que participantes presenciais e remotos registrem perguntas, comentários e percepções em tempo real. As contribuições formarão um mural digital projetado durante o painel, conectando as falas dos painelistas às visões do público. Esse material servirá de base para o diálogo cruzado, articulando experiências locais e nacionais às estratégias de cibersegurança já em curso, como a CNCiber. No encerramento, será produzida uma síntese coletiva, que não terá apenas caráter descritivo, mas indicará efeitos práticos possíveis: caminhos para aproximar políticas de segurança digital da realidade social, fortalecer iniciativas comunitárias e inspirar novas práticas de cooperação entre setores. Dessa forma, a participação da audiência deixa de ser apenas consultiva e se torna parte constitutiva do painel, reforçando seu caráter inclusivo e orientado à co-produção de práticas.

    RESULTADOS PRETENDIDOS

    O painel pretende abrir caminhos para compreender e praticar a cibersegurança como infraestrutura de confiança, de modo situado e plural. Ao reunir visões de diferentes setores e regiões, busca-se gerar uma leitura mais ampla sobre como o tema pode ser apropriado pela sociedade, deixando de ser apenas um campo técnico. A expectativa é que o encontro aponte possibilidades para tornar estratégias nacionais mais conectadas a realidades locais, difundir práticas de proteção acessíveis e fortalecer infraestruturas em múltiplas escalas, do comunitário ao nacional. Além de mapear desafios, pretende-se destacar iniciativas inspiradoras e experiências que já vêm transformando a segurança digital em prática cotidiana. O resultado esperado não é um conjunto de respostas prontas, mas um conjunto de pistas que possam orientar políticas públicas, programas de formação, projetos empresariais e ações comunitárias, ajudando a consolidar a cibersegurança como parte essencial da governança da internet.

    RELAÇÃO COM OS PRÍNCIPIOS DO DECÁLOGO

    Governança democrática e colaborativa

    TEMAS DO WORKSHOP

    PRIS – Cibersegurança e boas práticas | PRIS - Proteção de dados, privacidade e segurança | EDU – Letramento digital

    ASPECTOS DE DIVERSIDADE RELEVANTE

    Gênero | Cor ou raça | Região

    COMO A PROPOSTA INTEGRARÁ OS ASPECTOS DE DIVERSIDADE

    A equipe é composta por proponentes, palestrantes e uma moderadora e uma relatora, garantindo um espectro diversificado de setores, faixas etárias e formações acadêmicas. A proposta incorpora a diversidade em sua composição, com a presença de 6 mulheres e 1 homem, além de diversidade regional e estados (AL, ES, RJ e PA). Há indicação de um influenciador, homem negro, especializado em cibersegurança como palestrante. Há indicação de uma relatora negra. Metade dos integrantes da proposta é jovem, abaixo de 35 anos. O recorte setorial e regional reflete particularidades de diferentes contextos socioeconômicos e culturais do país.