Parte I – Sobre proponente e co-proponente
- Proponente
Nome: Amanda Maria Maia Netto Campos
Estado: Bahia
Região: Nordeste
Setor: Comunidade Científica e Tecnológica
- Co-proponente
Nome: Eduardo Souto Freitas Filho
Estado: Bahia
Região: Nordeste
Setor: Comunidade Científica e Tecnológica
Parte II - Sobre o Workshop
Resumo do workshop
Desde 2020, a criminalidade no Brasil sofre uma inversão de tendências: enquanto os crimes tradicionais diminuem, os crimes digitais registram o quinto ano consecutivo de crescimento. Essa nova dinâmica impõe desafios inéditos para a prevenção, investigação e enfrentamento de delitos. Assim, este workshop propõe uma abordagem multidisciplinar sobre os impactos e desafios no combate ao cibercrime, expondo suas diferentes modalidades e a necessidade de uma atuação integrada de todos os setores.
OBJETIVOS E CONTEÚDOS DO WORKSHOP
O workshop tem como objetivo principal analisar a mudança no cenário da criminalidade no Brasil, com o crescimento dos crimes digitais em detrimento dos crimes tradicionais. A ideia é discutir as novas modalidades criminosas, seus números e as principais vítimas, além de mapear os desafios e apresentar estratégias de combate sob uma perspectiva multissetorial.
O evento será dividido em três blocos para garantir a participação do público e aprofundar a discussão:
Bloco 1: Diagnóstico e Perspectivas (28 minutos)
Neste bloco, os quatro painelistas apresentarão, em falas de até 7 minutos, suas visões sobre o tema a partir de perguntas direcionadas aos seus campos de atuação:
Perspectiva Técnico-científica: abordará aspectos técnicos e apresentará dados sobre as principais modalidades de cibercrime no Brasil;
Perspectiva Empresarial: discutirá os impactos no setor corporativo e os desafios das empresas na prevenção e combate a ataques;
Perspectiva Governamental: explorará as dificuldades enfrentadas pelas instituições de segurança pública na investigação de crimes digitais;
Perspectiva Social: analisará o impacto do cibercrime na economia, privacidade e segurança dos cidadãos.
Bloco 2: Estratégias de Mitigação (28 minutos)
Com base no diagnóstico do primeiro bloco, os palestrantes apresentarão, em até 7 minutos cada, soluções práticas e possibilidades de atuação multissetorial para fortalecer a cibersegurança. O foco é ir além do problema e discutir ações concretas para o combate aos crimes digitais.
Bloco 3: Interação e Encerramento (30 minutos)
Este bloco é dedicado à participação do público presencial e remoto, que poderá fazer perguntas e apresentar contribuições, com uma previsão de tempo total de 20 minutos. Em seguida, os palestrantes farão suas falas de encerramento. O evento será concluído com um chamado para ação e o anúncio da disponibilização de uma cartilha educativa sobre cibercrime, prevenção e dicas de como se tornar um agente de mudança.RELEVÂNCIA DO TEMA PARA A GOVERNANÇA DA INTERNET
De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025, enquanto os registros de crimes cometidos na rua - no âmbito do espaço público - caíram, os crimes cometidos na esfera privada, no mundo digital, têm imposto riscos redobrados às pessoas, que estão sendo exploradas pelas organizações criminosas para maximizar ganhos e ampliar o controle de territórios e setores econômicos.
Nesse viés, a proliferação de crimes digitais compromete a confiança dos usuários e impede o pleno exercício de seus direitos fundamentais, como a privacidade e a liberdade de expressão. Ademais, o debate sobre cibercrime e cibersegurança proposto impacta diretamente em dimensões centrais da governança da Internet, como a necessidade de respostas legislativas e políticas públicas mais específicas, a responsabilidade dos diferentes setores, a proteção dos usuários e o impacto na segurança pública brasileira.
Além disso, o workshop engloba três áreas pertinentes à Governança da Internet: a primeira diz respeito ao usuário final — com ênfase no impacto dos cibercrimes nas vítimas pertencentes a grupos minoritários (como idosos, crianças e adolescentes, mulheres, pessoas com menos instrução, dentre outros); a segunda se refere à educação — papel que envolve governos, comunidade técnica e sociedade civil na promoção de habilidades críticas para a vida digital; e a terceira trata do desenvolvimento de políticas públicas — locais, nacionais e globais — que enfrentam os riscos do cibercrime e propõem soluções regulatórias, educativas e tecnológicas orientadas à mitigação e garantia da cibersegurança.
Com isso, o workshop, ao abordar essas questões, demonstra como o cibercrime é um tema de extrema relevância para a governança da Internet, pois ameaça diretamente a estabilidade, a segurança e a resiliência da rede. Assim, a proposta visa contribuir para o fortalecimento da governança da Internet e para a garantia de um ambiente digital mais seguro para todos.FORMA DE ADEQUAÇÃO DA METODOLOGIA MULTISSETORIAL PROPOSTA
A metodologia multissetorial será implementada por meio da composição da mesa de palestrantes, que contará com representantes de cada setor e profissionais de diferentes campos de atuação, cada um de uma região diferente do país, o que permitirá um debate mais completo a partir das quatro perspectivas propostas: técnico-científica, empresarial, governamental e social. Além disso, o tema proposto possibilita o debate e a exposição de diferentes ideias e pontos de vista, ampliando o espaço de discussão e enriquecendo o multissetorialismo. Essa proposta também evidencia a necessidade de soluções multissetoriais para garantir a cibersegurança, além de demonstrar que a segurança pública brasileira necessita de mais atenção e investimento no âmbito digital. Por fim, a audiência poderá trazer contribuições por meio do painel do "Mentimeter", ao longo do workshop e nos minutos finais, o que reforça a participação democrática de todos, em busca de direcionamentos mais inclusivos e pertinentes.
FORMAS DE ENGAJAMENTO DA AUDIÊNCIA PRESENCIAL E REMOTA
O engajamento da audiência será promovido em três fases diferentes: pré-workshop (enfoque em despertar a curiosidade dos congressistas para o tema a partir de QR Codes publicados no Instagram dos painelistas e impressos no local do evento que levarão a uma enquete sobre questões de cibersegurança; durante o workshop (reunirá as respostas da enquete e novas contribuições da audiência, presencial e remota, que serão usadas para criar uma "nuvem de palavras" no Mentimeter). No ambiente presencial, a plateia poderá realizar até três perguntas no terceiro bloco do workshop, enquanto a audiência virtual será incentivada a enviar contribuições via Google Forms; pós-workshop (principais pontos debatidos, modalidades, formas de prevenção e perguntas não respondidas serão compilados em uma cartilha digital que será organizada pelos propositores em diálogo com os painelistas e publicada em formato digital, ampliando o alcance e a continuidade das reflexões geradas durante o evento).
RESULTADOS PRETENDIDOS
O workshop busca estimular o pensamento crítico e a formulação de estratégias multissetoriais para mitigar os impactos do cibercrime no Brasil. A proposta fomenta a colaboração entre diferentes áreas e atores da sociedade, construindo soluções coletivas e intersetoriais para a promoção da cibersegurança. Os resultados esperados incluem o aumento da conscientização, com uma maior e melhor compreensão do fenômeno do cibercrime, seus riscos e desafios; a identificação de omissões, com a confecção de uma cartilha identificando as lacunas existentes na legislação e nas estratégias de segurança pública para o combate ao cibercrime; as sugestões de combate e mitigação, com um conjunto de recomendações para aprimorar a capacidade de resposta de todos os setores, além de estratégias de prevenção mais eficazes; e a criação de redes, com o fortalecimento de uma rede de profissionais, pesquisadores e ativistas para colaborar no combate ao cibercrime e na promoção da segurança digital.
RELAÇÃO COM OS PRÍNCIPIOS DO DECÁLOGO
Funcionalidade, segurança e estabilidade
TEMAS DO WORKSHOP
PRIS – Ataques cibernéticos | PRIS – Cibercrimes | PRIS – Cibersegurança e boas práticas
ASPECTOS DE DIVERSIDADE RELEVANTE
Gênero | Região | Idade ou geração
COMO A PROPOSTA INTEGRARÁ OS ASPECTOS DE DIVERSIDADE
O conteúdo do workshop engloba diferentes aspectos de diversidade, uma vez que, ao debatermos sobre cibercrime e cibersegurança, verificamos particularidades e desafios distintos a depender da região, da classe social da vítima, de sua faixa etária, de seu gênero, dentre outros aspectos a serem considerados. Nesse sentido, por exemplo, idosos são um público-alvo frequente para golpes digitais; crianças e adolescentes são mais vulneráveis ao aliciamento e à exploração online; pessoas menos instruídas são mais prováveis de serem vítimas de crimes digitais que pessoas com maiores níveis de instrução acadêmica; mulheres sofrem violências de cunho sexual na rede de forma muito mais intensa e constante que homens; dentre outras variáveis sociais, culturais, geográficas e econômicas relevantes que serão debatidas ao longo do workshop. Ademais, com a representação de todas as cinco regiões do país, será possível debater diferentes perspectivas, considerando as particularidades de cada local.
